quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CONTROLE DE NATALIDADE DO REGIME COMUNISTA


Abandono de recem nascidos na China

Em alguns países asiáticos de regime autoritário, como a China, é comum encontrar bebês, principalmente do sexo feminino, apodrecendo nas sarjetas. Nesses lugares, muitos pais abandonam os filhos ainda recém-nascidos por medo da repressão imposta pelo governo que restringe a ‘1’ o número de descendentes que cada casal pode ter, como medida para controle de populacional.

Quartos da morte

A existência de "depósitos de crianças" na China, conhecidos como "quartos da morte" foi revelada há cerca de dois anos por Zhang Shuyun, médica que trabalhava no Instituto de Beneficência Infantil de Xangai. Ela fugiu para os Estados Unidos com fotos e fichas médicas que documentavam a morte de mais de 1.000 crianças, a maioria de inanição, em orfanatos do Estado.


"Essas crianças, a maioria meninas, são trancafiadas em quartos escuros e sujos, são amarradas e deixadas lá para morrer, mas até que isso aconteça, elas passam por uma agonia e sofrimento constantes", disse Zhang Shuyun a uma tevê inglesa que tornou o caso público.

Para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, que passou a investigar os Quartos da Morte chineses depois da denúncia, esta situação não se trata de um controle de natalidade, mas sim, de um infanticídio próximo ao que se via nos regimes totalitários nazistas.


"Essas crianças, a maioria meninas,
são trancafiadas em quartos escuros e sujos,
são amarradas e deixadas lá
para morrer."



Texto de: Zhang Shuyun

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

FANTASIAS DE SALVAMENTO


A função perversa dos contos de fadas
Ao invés de desenvolver suas próprias capacidades, meninas aprendem a esperar pelo “homem salvador”.
Não tenho dúvidas de que os contos de fadas são prejudiciais às crianças. Mas será que pais e professores se dão conta disso? Será que percebem quais tipos de ideias estão passando para as crianças, subliminarmente, por meio desses contos? Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida. Modelos de heroínas românticas, que, ao contrário do que se poderia imaginar, no que diz respeito ao amor, ainda são parecidas com muitas mulheres de hoje. Mas isso não é à toa.

Desde a Antiguidade as mulheres detinham um saber próprio, transmitido de geração em geração: faziam partos, cultivavam ervas medicinais, curavam doentes. Na Idade Média seus conhecimentos se aprofundaram e elas se tornaram uma ameaça. Não só ao poder médico que surgia, como também do ponto de vista político, por participar das revoltas camponesas. Com a “caça às bruxas”, no século XVI, 85% dos acusados de feitiçaria eram mulheres. Milhares delas foram executadas; na maior parte das vezes queimadas vivas.

Segundo os manuais usados pelos inquisidores, é pela sexualidade que o demônio se apropria do corpo e da alma dos homens, dominando-os através do controle e da manipulação dos atos sexuais. 
Não foi assim que Adão pecou? Como as mulheres estão essencialmente ligadas à sexualidade, elas se tornam agentes do demônio (as feiticeiras). Rose Marie Muraro na introdução do livro "O martelo das feiticeiras", escrito por dois inquisidores em 1484, chama a atenção para um detalhe importante: “eram consideradas feiticeiras as mulheres orgásticas e ambiciosas, as que ainda não tinham a sexualidade normatizada e procuravam se impor no domínio público exclusivo aos homens.”
A partir daí podemos entender melhor como as mulheres e as personagens femininas das histórias infantis foram se tornando passivas, submissas, dóceis e assexuadas. Em "Cinderela", "Branca de Neve" e "A Bela Adormecida" existem algumas mulheres que até fazem mágicas, mas a mensagem central não é a do poder feminino, e sim da impotência da mulher. O homem, ao contrário, é poderoso. Não só dirige todo o reino, como também tem o poder mágico de despertar a heroína do sono profundo com um simples beijo. Além da incompetência de lutar por si própria, comum às principais heroínas, Cinderela é enaltecida por ser explorada dia e noite, trabalhando sem reclamar e sem se rebelar contra as injustiças. Padece e chora em silêncio. Seu comportamento sofrido, parte do treinamento para se tornar a esposa submissa ideal, é recompensado: seu pé cabe direitinho no sapato e ela se casa com o príncipe.
No entanto, o mais grave nos contos de fadas é a ideia de que as mulheres só podem ser salvas da miséria ou melhorar de vida por meio da relação com um homem. As meninas vão aprendendo, então, a ter fantasias de salvamento, em vez de desenvolver suas próprias capacidades e talentos. As heroínas das histórias estão sempre ansiosas em fazer o máximo para agradar ao homem, ser como ele deseja, e acreditam que adequar seu corpo à expectativa dele é fundamental. Não se esqueça de que Cinderela e todas as moças do reino tentam se ajustar ao sapatinho encontrado pelo príncipe — a madrasta orienta as filhas a cortar um pedaço do pé para corresponder ao que o homem espera delas.

A historiadora americana Riane Eisler afirma que “essas histórias incutem nas mentes das meninas um roteiro feminino no qual lhes ensinam a ver seus corpos como bens de comércio para conseguirem pegar não um sujeito comum, mas um príncipe, status e riqueza.Em última análise a mensagem dos ‘inocentes’ contos de fadas, como Cinderela, é que não somente as prostitutas, mas todas as mulheres devem negociar seu corpo com homens de muitos recursos.”

Em vez de desenvolver suas próprias potencialidades e buscar relações onde haja uma troca afetiva e sexual, em nível de igualdade com o parceiro, muitas mulheres se limitam a continuar fazendo tudo para encontrar o príncipe encantado.

Regina Navarro Lins



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

N E O Q A V


UM CERTO CASAL
 já casado há mais de cinquenta anos, continuava jogando um jogo que havia iniciado no princípio do namoro.

                                              
O jogo era que um tinha que escrever a palavra NEOQEAV num lugar inesperado para o outro encontrar. Quem a encontrasse, deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente.
Eles se revezavam deixando NEOQEAV escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava, a escondia em outro local para o outro achar.
Eles escreviam NEOQEAV com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse.
NEOQEAV era escrita na janela embaçada pelo sereno e no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho.
Uma vez, a esposa até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar NEOQEAV na última folha e enrolou tudo de novo.
Não havia limites para onde NEOQEAV pudesse surgir.
Pedacinhos de papel com NEOQEAV rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam.
Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros.
NEOQEAV era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira. 
Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa deste casal quanto da mobília deles. Era um amor profundo. 
Mais do que um jogo de diversão, NEOQEAV era um modo de vida.
Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar. 
Ficavam de mãos dadas sempre que podiam.
Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena. 
Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal.
Ela cochichava no ouvido dos netos como ele havia se tornado um velho charmoso e se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos.
Antes de cada refeição eles se reverenciavam, davam graças a Deus e benção aos presentes por serem uma família maravilhosa, para continuarem sempre unidos e com boa saúde.
Mas afinal, o que NEOQEAV significava?

Simples:

Nunca Esqueça O Quanto EAmo Você






sexta-feira, 7 de setembro de 2012

VERDADEIRO HINO NACIONAL


Letra da introdução do Hino Nacional Brasileiro:

Espera o Brasil que todos cumprais com o vosso dever
Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante
Gravai com buril nos pátrios anais o vosso poder
Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante

Servi o Brasil sem esmorecer, com ânimo audaz
Cumpri o dever na guerra e na paz
À sombra da lei, à brisa gentil
O lábaro erguei do belo Brasil
Eia! sus*, oh, sus!


*SUS - é uma interjeição que vem do latim = 'de baixo para cima', 'que chama à motivação', 'erga-se!, ânimo!, coragem' = "em frente, avante"


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O Brasil financia os EUA


Palestra da Prf. Dra. Maria Lúcia Fattorelli

A crise mundial, a dívida brasileira, beneficiados e prejudicados.